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Lucas Garcias alerta para a saúde mental de líderes: “Eles cuidam de todos, mas esquecem de si”

Lucas Garcias alerta para a saúde mental de líderes: “Eles cuidam de todos, mas esquecem de si”

Em um cenário em que líderes são frequentemente vistos como referências de força, equilíbrio e orientação, um assunto ainda recebe pouca atenção: a saúde mental de quem está à frente de outras pessoas. 

O cantor, escritor, psicanalista e neurociências,Lucas Garcias chama atenção para uma realidade que, segundo ele, precisa ser discutida com mais seriedade: muitos líderes passam grande parte da vida cuidando de outras pessoas, aconselhando, acolhendo dores e ajudando a resolver conflitos, mas acabam deixando a própria saúde emocional em segundo plano. 

Para Garcias, existe uma cobrança silenciosa para que o líder esteja sempre bem, independentemente das circunstâncias. “Eles cuidam de todos, mas esquecem de si” resume uma preocupação que ultrapassa o ambiente religioso e alcança diferentes áreas da liderança. 

Quando a fé não pode substituir o cuidado 

Dentro do contexto religioso, Lucas Garcias destaca ainda a importância de não transformar todas as questões emocionais em uma questão exclusivamente espiritual. 

A espiritualidade pode exercer um papel importante na vida de uma pessoa, mas, segundo essa perspectiva, o ser humano precisa ser compreendido de maneira integral. Espírito, mente e corpo precisam de atenção e cuidado. 

O problema surge quando sofrimento emocional, esgotamento, ansiedade ou conflitos internos são tratados apenas com respostas espirituais, sem considerar também os aspectos psicológicos e físicos envolvidos. 

Isso não significa colocar fé e saúde mental em lados opostos. Pelo contrário: significa reconhecer que buscar ajuda, conversar, fazer terapia e cuidar da mente também pode fazer parte de um processo responsável de cuidado. 

O líder também pode estar cansado 

Por trás de um púlpito, de uma posição de liderança ou de uma imagem pública de força, existe uma pessoa que também enfrenta medos, frustrações, perdas, cobranças e momentos de vulnerabilidade. 

O líder pode ser aquele que escuta todos, mas nem sempre encontra alguém com quem possa falar. Pode ser procurado para aconselhar, mas ter dificuldade de admitir que também precisa de orientação. 

É justamente nesse ponto que Lucas Garcias coloca uma reflexão: quem cuida de pessoas também precisa ter espaço para ser cuidado.

A ausência desse cuidado pode contribuir para processos de exaustão emocional e afetar não apenas a vida pessoal do líder, mas também seus relacionamentos, sua família, seu trabalho e a própria comunidade que lidera. 

Saúde mental também é responsabilidade na liderança 

A discussão ganha ainda mais relevância diante de episódios de crises, conflitos e escândalos envolvendo figuras de liderança, especialmente no meio religioso. Sem atribuir esses acontecimentos exclusivamente à saúde mental, o tema levanta uma pergunta necessária: quem está cuidando de quem ocupa posições de grande responsabilidade? 

Falar sobre saúde mental entre líderes não significa justificar erros ou retirar responsabilidades. Significa reconhecer que liderança também exige preparo emocional, autoconhecimento, limites e disposição para buscar ajuda quando necessário. 

Para Lucas Garcias, talvez seja necessário mudar a cultura de que o líder precisa demonstrar força o tempo inteiro. 

Cuidar da mente não diminui a autoridade de ninguém. Admitir que precisa de ajuda não torna um líder mais fraco. Pode, na verdade, torná-lo mais consciente, humano e preparado para continuar cuidando de outras pessoas. 

Agência: Alpha Assessoria

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REVISTA DE SAÚDE